Mario Draghi memanipulasi euro

“Bois” do euro são apanhados pelos rodeios do Draghi 

Dando uma mão, não se esqueça de evitar o pontapé de gratidão. O Banco Central Europeu prorrogou o programa de suavização quantitativa até dezembro, percebendo que sem o mesmo a economia da zona euro será difícil. Mário Draghi pronunciou que o BCE continua a manter a política monetária ultra-suave, pelo menos até o setembro de 2019 e após mesmo, ele será aposentado em breve. Ademais, o mouro fez o seu trabalho, o mouro pode ir. Super-Mário por um longo tempo será lembrado pela sua habilidade de dirigir o euro com a ajuda de frases corretamente escolhidas, como o domador manipula a cobra com uma flauta.    É bastante recordar que conforme os resultados das últimas seis conferencias de imprensa, o par EUR/USD movia-se estavelmente para baixo. Em junho, o mesmo foi notado pela pior dinâmica nos últimos dois anos...

O BCE descobriu em si uma super-capacidade: habilidade de viajar no tempo. Realmente, por enquanto isso se conseguirá apenas para frente e muito lentamente. A escala de QE será reduzida até 15 mil de milhões de euros desde setembro, a taxa de referência negativa será mantida até o próximo verão... O programa de suavização quantitativa continuará a funcionar e, em princípio, é possível normalmente tratar as viagens para o trabalho. Outra coisa a esperar cada 8 horas para sair. Mas isso é realmente fatigante. 

O Banco Central Europeu tira tempo de onde não o há, não só por causa do desejo para ajudar a economia do bloque monetário. Ele não quer absolutamente entrar num quarto de medo barato (onde está escuro e muitos ancinhos) já não pela primeira vez. Nos últimos dez anos, o BCE subiu duas vezes da taxa de referência e duas vezes levou um pescoção. No ano 2008, o aperto da política monetária e de crédito ocorreu na véspera de crise mundial e no ano 2011, na véspera de crise da dívida europeia. A terceira vez, uma boa hora? Humor negro, com certeza. 

Mário Draghi tomou uma decisão verdadeiramente salomónica, quando está tudo azul. Os “rapaces” do Conselho Administrativo receberam informações sobre a conclusão do programa de suavização quantitativa, os “pacíficos” receberam uma porta aberta em forma duma promessa de prolongar o QE, se é necessário. Recusar-se das compras dos ativos não é menos difícil do que de álcool. Durante uma hora, o médico explica o seu dano para o organismo e, à tarde, o vizinho pisca, estala a garganta e os seus argumentos parecem muito mais convincentes.   ​​​​​​

Em geral, foi muito interessante observar como o dólar e o euro dançam conforme os bancos centrais tocam: otimismo do Jerome Powell e melhoramento das previsões do FOMC sobre os principais indicadores macroeconómicos levaram ao crescimento do par EUR/USD, a informação do BCE sobre a conclusão do programa de suavização quantitativa levou à descida das cotações do principal par de moedas. Eu entendo que o mundo inteiro é um teatro, mas depois de tais eventos aparece um sentimento que estamos num circo. Em meados de junho, foi apresentado um espetáculo no qual primeiramente o Banco Central Europeu deixou passar o SRF para frente por tempo, e depois os mesmos trocaram de lugar pela importância da influência sobre as cotações de moedas. Mário Draghi convidou os “bois” do euro para a tourada, e eles não tiveram escolha se não morrer sob o golpe habilidosamente executado pelo toureiro com raízes italianas...

 

Mário Draghi manipula o euro

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