As tendências quebram, quando ninguém espera

Observando quantas vezes grandes bancos corrigem suas previsões de taurinas para ursinas, lembre-se involuntariamente uma história sobre dois analistas: 

- Tu podes perceber o que está passando?

- Sim, vou a explicar-te...

- Não! Eu mesmo posso explicar-te, mas perceber...

Ainda estão frescas as memórias sobre início de 2017, quando os adeptos de dólar reduziram a pó os seus opositores com argumentos sobre influência positiva de incentivo fiscal a índice do USD. Sobre eventual aceleração da inflação estadunidense e resposta do SRF em forma de aumento agressivo da taxa de referência... Pois é, mas os vento das mudanças soprou desde França, onde depois de vitória do Emmanuel Macron nas eleições presidenciais os riscos políticos passaram a sombra, a economia da zona euro mostrou uma corrida mais veloz em últimos dez anos e Mário Draghi, em Sintra portuguesa, começou falando sobre normalização da política monetária e de crédito. Os analistas ficaram por tolos. Entretanto, como pode ser, se em regra geral, depois de vento das mudanças, uma pessoa se sente como uma flor careca da amor-de-homem.

No início do ano 2018, no mercado já foi presente um número demasiado de touros em euro. Todos os esperavam que zona euro continuará em mesmo sentido, o BCE negará o programa QE e começará aumentar a taxa de referência. As previsões que o par EUR/USD será cotado como 1,3 foram dadas quase por qualquer grande banco, apenas não foi acertado o prazo de alcance deste valor. Todos os esqueceram logo sobre reforma tributária e eventual aceleração inflacionista. O mercado parecia uma família de anestesiologista em que a esposa somente dentro de um ano apercebeu que o marido lhe dá as pancadas. E isto é absolutamente inútil! Em abril, os investidores recordaram tanto o incentivo fiscal, como o aumento agressivo da taxa de referência dos fundos federais. Infelizmente, para muitos analistas a esclerose tornou-se última gota que acabou com a paciência dos seus empregadores. Claro que eu sei quem está culpado, mas não sei o que é fazer com o cadáver.

Até mesmo agora, o mercado continua espantar. Por exemplo, por quê, ao contrário de todas as leis de análise fundamental, não sobe o iene?  Os Estados Unidos estão prontos para ampliar tarifas de importação contra China, a paz entre os EUA e EU está por um fio, Donald Trump ameaça abandonar a OMC. Ora bem, o dólar tirou do iene o estatuto do principal ativo-refúgio, mas como vai o estatuto da moeda de acumulação? Será o iene perdeu este também? No entanto, o pânico nos mercados dos países em desenvolvimento terá que levar ao encerramento de posições pelos traders carry... Para alguns só falta encolher perplexamente os ombros e arrancar os cabelos:

- Ó Barrymore, quem uivava nesta noite no pântano?

- Desculpe, sir, acumulou-se.

Claro que é possível tentar encontrar alguma lógica, explicando subida do USD/JPY com divergências das políticas monetárias ou com vendas de valores mobiliários japoneses pelos não-residentes em ritmos mais rápidos desde ano 1987, mas é muito mais fácil não dar mais importância e dizer que o iene é uma moeda e moeda é uma mulher! Quando começa compreender as mulheres, deixa de perceber a si mesmo. 

Donde soprará o vento de mudanças em outono? Desde zona euro? Desde Estados Unidos? Desde Ásia? Ninguém sabe isto, somente vemos que o verão mais uma vez está abandonando-nos. Segundo aos prazos, parece que para maternidade. No outono, os investidores vão pesquisando as notícias sobre orçamento público da Itália, novas sanções e eleições intermédios nos EUA, ler escrupulosamente mensagens do Donald Trump em Twitter e dar palpites sobre comportamento do SRF. A vida no Forex continua e por isso, car@s terrorist@s, não esquece seus explosivos, saindo de trem. 


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Forex: donde soprará o vento das mudanças?

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